Em uma nova publicação feita nesta terça-feira (12), o site Daily Mail divulgou dados referentes a pesquisas feitas pela fundação de Lady Gaga, a "Born This Way Foundation", da qual sua mãe, Cynthia, é co-fundadora e presidente.

As pesquisas feitas pela fundação, visam mostrar como anda a saúde mental de jovens declaradamente LGBTQ+. Nos dados divulgados pelo site, sobre a pesquisa feita pela fundação, algumas estatísticas são levantadas em relação a alguns pontos específicos sobre os jovens, como: estresse, tristeza e medo.

De acordo com a pesquisa e com os números obtidos, o que pode ser observado e comprovado, no momento, é que, infelizmente, apesar de ser algo que atinge á todos, a saúde mental de jovens declarados LGBTQ+ acaba sendo algo preocupante, se comparada a dos não-LGBTQ+.

Leia a tradução da publicação completa:

A maioria dos jovens está tendo problemas de saúde mental, revela uma pesquisa nacional feita pela fundação de Lady Gaga: 55% dos menores de 25 anos estão estressados, 34% estão tristes e 30% com medo - mas não sabem onde encontrar apoio

O relatório, elaborado por um grupo de pesquisa que trabalha em nome da Born This Way Foundation, envolvia 2.000 pessoas de 13 a 24 anos por todo o país.

A maioria (nove em 10) disse que saúde mental é importante, mas somente 40% realmente avaliaram sua saúde mental.

As taxas de problemas de saúde mental são mais altas para jovens da comunidade LGBTQ+

Nove a cada 10 jovens vêem saúde mental como grande prioridade, mas menos da metade classificam sua saúde mental, de acordo com uma pesquisa nacional da fundação de Lady Gaga.

A maioria (55%) das 2.000 pessoas de 13 a 24 anos que foram entrevistadas nos EUA disseram que estavam estressadas.

Um terço (34%) se sente infeliz ou triste na maior parte do tempo, e aproximadamente um terço (30%) está frequentemente com medo.

Esses números aumentaram muito quando os pesquisadores analisaram especificamente os jovens LGBTQ+, que estavam mais estressados ​​(69%), tristes (53%) e com medo (44%) do que seus colegas que se identificaram como não-LGBTQ+.

O relatório, elaborado por um grupo de pesquisa em nome da Born This Way Foundation descobriu que metade das pessoas menores de 25 anos não sabem onde encontrar apoio, e quase metade (42%) disse que eles não podem pagar pelos recursos que são oferecidos.

A Born This Way Foundation foi criada em 2012, com 26 jovens recrutados para aconselhar e guiar Lady Gaga (Stefani Joanne Angelina Germanotta), sua mãe Cynthia, seu pai Joe, e sua irmã Natali. Todos trabalham com o programa. De acordo com Cynthia, a família foi levada a criar algo depois de suas próprias 'experiências avassaladoras' com trauma.

Uma alta porcentagem de jovens disseram que eles se sentem frequentemente estressados, tristes e com medo.

Muitos descobriram que eles raramente têm com quem conversar sobre problemas de saúde mental

'Essa pesquisa é uma demonstração clara e urgente de que os jovens se importam com sua saúde mental, mas estão tendo dificuldades', disse a mãe de Lady Gaga, Cynthia Germanotta, co-fundadora e presidente da Born This Way Foundation.

'Eles querem aprender técnicas, acessar ferramentas e encontrar serviços que podem ajudá-los a lidar com os verdadeiros desafios que encaram, mas não sabem para onde correr – e isso precisa mudar’.

'Jovens precisam e merecem recursos que podem não só ajudá-los a navegar por situações que potencialmente ameaçam a vida, mas que podem ajudá-los a combater os desafios de saúde mental antes disso se tornar uma crise'.

'Nós podemos e devemos fazer mais para transpor essa lacuna e equipar os jovens com o apoio que eles precisam para viver de forma saudável e próspera.'

A tia de Lady Gaga, Joanne (irmã de seu pai, Joe, e sua xará parcial), morreu prematuramente de lúpus 12 anos antes da cantora nascer, e isso afetou a família toda profundamente. A própria Lady Gaga tem sido sincera em público e na sua vida privada sobre suas lutas com sua sexualidade, bullying, abuso, e dor crônica (ela sofre de uma síndrome autoimune, a fibromialgia).

Ao falar recentemente com a InStyle, Cynthia disse que ela ficou espantada quando suas filhas (Lady Gaga e Natali) recentemente revelaram que tinham sofrido bullying, mas tinham muita vergonha de contar para ela.

Uma situação que marcou Lady Gaga foi a que seus colegas a jogaram dentro de uma lata de lixo.

'A parte mais triste dessa situação em particular é que ela não me contou', Cynthia disse. 'Nós somos muito próximas como família e compartilhamos bastante coisa, mas mais tarde ela me disse que estava tão envergonhada e chateada com a situação que ela não conseguia falar comigo sobre isso. Foi triste.'

Isso foi algo que foi confirmado nesse novo estudo, publicado hoje: muitos jovens não sentem que podem falar com seus pais sobre saúde mental, e não sabem como falar disso com seus amigos.

Cynthia, e a diretora executiva da fundação Maya Smith, que também é mãe, disse que isso virá como um choque para pais que possuem um relacionamento aberto e próximo com seus filhos.

Os jovens LGBTQ+ estavam mais estressados (69%), tristes (53%) e com medo (44%) do que seus colegas que não eram identificadas como LGBTQ+

Mas no final do dia pode ser que não sejam só os pais que colocam barreiras: os jovens podem ter medo de uma reação de julgamento, não importa se o medo é realista ou não.

'A realidade é que ainda há tanto estigma ao redor da saúde mental que qualquer oportunidade que temos de lançar luz ao problema e manter a conversa em primeiro plano não só para o jovens, mas também para um público mais amplo é importante', Smith disse ao DailyMail.com.

Smith acredita que esse relatório, o quinto da fundação nos últimos dois anos, irá empoderar os jovens a sentirem que suas preocupações são compartilhadas e válidas.

Ela também espera que isso possa ser colocado em bom uso, pressionando escolas a discutirem mais sobre saúde mental e a incorporarem o conceito de 'primeiros socorros de saúde mental' - um tipo de reanimação para a mente.

A Born This Way Foundation desempenhou um papel no lançamento de uma versão para adolescentes do programa, desenvolvido pelo Conselho Nacional de Saúde Comportamental, em oito escolas no início deste mês.

'Há uma brecha na priorização, no conhecimento e acesso aos recursos. Este [relatório] ajuda a levar essa causa para dentro das escolas, locais de trabalho e para dentro de casa', disse Smith.

'Tenho duas crianças pequenas, e assim como fui treinada a fazer Reanimação Cardiorrespiratória, é importante entender como diminuir a crise e qual o vocabulário necessário para a saúde mental. Você terá mais facilidade em encontrar alguém lutando com a saúde mental. Devíamos entender da mesma forma esses sinais de alerta para a saúde mental'.

Para alguém que está lutando com saúde mental, ou conhece alguém que está, Smith sugere procurar pela página Get Help Now no site da fundação.

Ela também encoraja as pessoas a pensarem mais sobre linhas telefônicas de emergência e serviços de mensagem.

'O equívoco está no fato de muitos pensarem que as linhas telefônicas e os serviços de mensagem só existem para aqueles com necessidade. Você pode ligar ou mandar mensagem para esses serviços se você conhece quem está passando por dificuldade.'

Acima de tudo, ela encoraja os leitores a serem pró-ativos.

'Falar sobre uma experiência que você está tendo irá abrir a porta para que outras pessoas possam falar sobre isso. Elas podem não saber como começar a conversa', disse Smith.

'Quando falarem sobre isso, ouça sem julgamento e ofereça um ouvido carinhoso'.

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Fonte

Tradução por Vanessa Braz de Queiroz

Imagem: Inez and Vinoodh / Divulgação: Daily Mail